O secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, foi afastado do cargo por determinação do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). O afastamento ocorre no contexto da terceira fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos através de emendas parlamentares e convênios.
De acordo com informações do O Tempo, durante a operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Aracaju. Na residência de Bruno Barral, foram encontrados dólares, euros, joias e relógios em um cofre.
Bruno Barral foi nomeado como secretário em abril de 2024. Além disso, ele é proprietário de uma empresa que responde na Justiça da Bahia por suposto dano ao erário do município de Santo Antônio de Jesus, em um contrato firmado sem licitação. Este contrato, avaliado em R$ 300 mil, foi suspenso liminarmente pela Justiça desde fevereiro de 2023.
Investigação da Polícia Federal
A Operação Overclean, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), busca desarticular fraudes licitatórias e desvios de recursos públicos. Estima-se que os envolvidos tenham movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão. Os crimes investigados incluem peculato e obstrução da justiça, sendo o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, apontado como um dos principais envolvidos.
Marcos Moura, que tem contratos na área de limpeza urbana na Bahia, foi preso durante a primeira fase da operação em dezembro de 2024. Após ser solto, seu envolvimento continua sob investigação, especialmente após a remissão do caso ao STF devido a menções ao deputado federal Elmar Nascimento.