A democracia dos EUA em risco: segundo mandato de Trump aumenta temores de autoritarismo
O futuro da democracia americana está no centro das discussões políticas e sociais dos EUA. Cientistas políticos e especialistas alertam que o segundo mandato de Donald Trump, iniciado em meio a uma série de controvérsias, poderá levar o país a adotar um modelo de autoritarismo competitivo, semelhante a regimes já observados na Hungria e Turquia.
Os pilares da democracia ameaçados
A partir de 2014, os EUA enfrentaram uma regressão em liberdade política, segundo o índice Freedom House. Durante seu primeiro mandato, Trump desafiou normas democráticas centrais, como a transferência pacífica de poder, e demonstrou intenções de manipular as instituições estatais para enfraquecer os opositores.
Autoritarismo competitivo: o caso dos EUA
O autoritarismo competitivo, um sistema em que instituições democráticas permanecem formalmente intactas, mas são manipuladas em favor dos governantes, pode estar se consolidando nos EUA. O exemplo mais recente foi a decisão de Trump de reinstaurar o “Schedule F”, permitindo purgas na burocracia federal, substituindo servidores públicos experientes por aliados políticos leais.
Impactos sociais e globais
Se confirmada a tendência autoritária, opositores, organizações civis e meios de comunicação críticos enfrentariam novos níveis de pressão. Além disso, doadores políticos e acadêmicos seriam alvos de escrutínio fiscal e jurídico, afetando significativamente a liberdade de ação destes grupos.
No entanto, especialistas apontam que os Estados Unidos ainda possuem instituições robustas que podem limitar o alcance do autoritarismo de Trump. O poder independente do Judiciário, a presença de eleições legislativas e a resistência de grupos da sociedade civil são barreiras importantes no caminho para a consolidação total do autoritarismo.
Conclusão
A democracia dos EUA enfrenta um dos maiores desafios de sua história moderna. Com as tensões políticas crescendo e as instituições sendo moldadas por interesses de poder, resta saber se as forças democráticas conseguirão resistir e impedir uma regressão significativa nas práticas democráticas do país.