O Governo de Minas, através da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), lançou oficialmente a Campanha Busca Ativa Escolar 2025 – Lugar de Estudante é na Escola. A iniciativa tem como objetivo principal identificar estudantes com frequência irregular e prevenir o abandono e a evasão escolar.
De acordo com a SEE/MG, uma das novidades é a parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Essa colaboração disponibiliza uma metodologia social e uma plataforma digital gratuita para identificar e reintegrar crianças e adolescentes fora da escola. Superintendentes regionais de ensino e diretores educacionais receberam o Guia de Implementação do Programa Busca Ativa em Minas Gerais, que detalha diretrizes para a estratégia.
O documento inclui a formação de comitês gestores intersetoriais e a articulação entre secretarias municipais e estaduais, utilizando a Plataforma de Busca Ativa Escolar. O guia completo pode ser acessado neste link.
Parcerias e Investimentos
O secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga, destacou a relevância dessa parceria para um acompanhamento mais próximo dos estudantes: “É uma parceria importante que vai nos ajudar no monitoramento e na busca dos nossos estudantes para retornarem ao ambiente escolar. Só no ano passado, foram cerca de 94 mil estudantes que retornaram e a gente monitora de perto. Agora, esse acompanhamento ficará ainda mais próximo”.
Além disso, ele enfatizou o acolhimento, investimentos em infraestrutura e em uma merenda nutritiva como fatores importantes para a permanência dos alunos na escola. Mais de R$ 1,5 bilhão já foram investidos nessas melhorias.
Articulação Intersetorial
Para fortalecer as ações, foi criado o Comitê Estadual Intersetorial Central de Busca Ativa Escolar, envolvendo diversos órgãos como as secretarias de Estado de Educação, Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Desenvolvimento Social (Sedese) e Saúde (SES), além do Conselho Estadual de Educação (CEE) e outros parceiros. Este comitê trabalhará na plataforma digital do Unicef para lidar de forma diligente com os casos registrados.
A oficial de Educação do Unicef Brasil, Daniela Rocha Magalhães, mencionou que a estratégia não se concentra apenas na frequência, mas também nos motivos que levam ao risco de abandono: “A busca ativa é muito importante para garantir o direito de acesso e permanência, mas mais do que isso, para garantir os direitos integrais”.